Servidores em jornada de lutas no Rio e em Brasília por reajuste salarial e defesa do serviço público!

No Rio, segue a luta contra a entrega do Hospital dos Servidores para a Ebserh (Foto: Rodrigo Otávio)

Os servidores federais em todo o país iniciaram nesta terça-feira (16/4) jornada de lutas por avanços na pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2024 da categoria e defesa do patrimônio público. Em todos os estados e em Brasília os servidores fazem diversas atividades até esta quinta-feira (18/4).

No Rio, os servidores federais da Saúde realizaram ato de protesto em frente ao Hospital Federal dos Servidores do Estado, na Gamboa. Os servidores também aprovaram em assembleia no auditório do hospital a luta pela transferência de algumas carreiras hoje ligadas ao Ministério da Saúde para o Ministério da Ciência e Tecnologia.

O hospital é um dos primeiros da lista da rede federal no Estado a possivelmente passar para a gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o que é visto como uma terceirização e privatização disfarçada. Segundo informação já divulgada na imprensa, há o risco também de o governo federal estar preparando uma ação mais ampla, quando toda a rede de Saúde federal no Estado (hospitais, institutos, escolas médicas) passaria para um novo tipo de gestão, ainda não completamente decidida, mas com a participação de Organizações Sociais (OS) e Parceria Público Privada (PPP).

 

Sintrasef em Brasília

 

Em Brasília, os servidores iniciaram a agenda desses três dias com uma audiência pública no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em defesa do serviço público e valorização do servidor. “A direção colegiada do Sintrasef está em Brasília. Aqui nos dividiremos em várias pautas, seja no Congresso, em reuniões, ou em marchas, quando lutaremos contra o inaceitável reajuste 0% aos servidores ativos e aposentados, e contra a tentativa de privatização dos hospitais”, afirma Maxwell Santos, servidor do Ministério da Saúde e diretor do Sintrasef.

Nesta quarta-feira (17/4), uma marcha reforça a pressão junto ao governo e cobra espaço no orçamento para atender as reivindicações urgentes apresentadas ao governo na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP). Haverá também mobilização no Congresso Nacional em busca de apoio dos parlamentares para as demandas da Campanha Salarial 2024 e contra a tentativa de reforma administrativa iniciada no governo Bolsonaro e ainda não totalmente enterrada pelo atual governo.

Na quinta-feira (18/4), é a vez do ato dos servidores da Funasa e de outros órgãos em frente ao Ministério da Saúde. Também acontecerão atividades setoriais e específicas pela reestruturação das carreiras dos servidores federais. (Com agências)

 

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